SESC Santo André: experimentando fazer rádio

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Frio na barriga na “hora H”

O tanto a dizer se mescla com o tanto de receios e timidez. Para uma primeira experiência com o rádio não poderia haver menos insegurança, ao mesmo tempo que não poderia haver mais vontade de fazer e experimentar.

Hoje, dia 15 de março, estréia de todos. O desafio posto não foi o de produzir um programa de rádio. Foi o de se ouvir o suficiente para conseguir se apresentar na rádio e expressar aos ouvintes com clareza o que se passava na cabeça. E que desafio para eles! Amanda, Murilo, Kelly, Anderson, Adriana e Samanta se juntaram em grupinho hoje para este desafio inicial. Nenhum deles havia experiência anterior com produção de comunicação, mas enfrentaram de peitos abertos e curiosos, entusiasmados e dedicados.

A conversa inicial no grupinho serviu para esclarecer dúvidas que restaram das apresentações no grupão, sobre o processo que o Projeto Rádio Ambiente 21 oferece como vivência para os jovens. “O que é Rio + 20?”; “A gente vai pro Rio, mas o que vamos fazer até lá?”; “Ah, mas os programas são ao vivo??”; “Quem vai pro Rio de Janeiro? Serão os jovens mais dedicados?”; “Vamos trabalhar sempre neste mesmo grupinho?”.

Passadas as dúvidas a conversa partiu para a produção do roteiro. Debatendo sobre como se apresentar demonstraram criatividade e potencial. O grupo chegou na definição de que não seria legal apresentarem-se de forma seca. Era necessário contar coisas que pudessem aguçar a imaginação dos ouvintes, que os fizesse imaginar como eles eram enquanto se apresentavam. Propuseram, então, abordar três tópicos durante a apresentação:

  1. O que gostam de fazer?;
  2. Como é o lugar onde vivem?;
  3. O que estamos fazendo no SESC?.

Embora a criatividade e o potencial tenham ficado claros, o receio de gozação por parte dos outros colegas se manifestava como grande insegurança. Para acalmar o grupo elaboramos em conjunto um roteiro detalhado, com as falas de todos, até onde foi possível em função do tempo disponível. Com a limitação clara de quem experimenta algo pela primeira vez, não conseguiram abordar adequadamente os três tópicos que planejaram para o programa.

Programa ao vivo é ao vivo e na “hora H” o roteiro detalhado foi deixado de canto e a apresentação do programa foi feita seguindo somente uma estrutura de tópicos que orientava as ordens de fala. Frio na barriga, as risadas dos amigos não aconteceram e, apesar do embaraço de todos os seis, o programa saiu como tinham pensado.
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Ouça o programa feito pelo grupo

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No processo todos foram estimulados a crescer no trabalho coletivo, partindo dos conhecimentos anteriores deles. Ao final, a sensação de descoberta, de entendimento do que havia sido explicado no começo e o desejo de entender mais sobre a coisa e aumentar a capacidade de compartilhar ideias e pontos de vista pairaram no ar. E o que vem por aí?

 

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