SESC Santo André: primeiro dia

Roteiro do programa

Cola para lembrar a fala

O dia de hoje, 15 de março de 2012, começou com aquele frio na barriga misturado com um contentamento que dá quando a gente sabe que vai começar algo novo e gostoso de fazer. Assim foi o primeiro dia do Projeto Radio Ambiente 21, no SESC Santo André.

A sala do encontro estava cheia: 23 adolescentes se inscreveram para produzir coletivamente programas de rádio sobre o tema “Juventude e Meio Ambiente”.

Olhos atentos, sorrisos descontraídos durante a conversa, feições de surpresa quando descobriram que quem tivesse interesse em participar daqui pra frente iria produzir, durante todas as quintas, um programa de rádio ao vivo; que, além disso, organizaria um evento sobre meio ambiente junto com os outros 60 jovens das outras 3 unidades do SESC que participam do mesmo Projeto; e que 12 desses iriam fazer a cobertura via internet da Rio+20 no meio do ano.

Após a apresentação, nos dividimos em quatro grupos para a produção de um breve programa ao vivo que servisse para se apresentarem aos ouvintes da Rádio Cala-boca já morreu, emissora por onde serão veiculados todos os programas do Projeto Rádio Ambiente 21.

Considerando que quando fazemos um programa de rádio, não se sabe quem está ouvindo, todos se puseram a pensar sobre o que seria legal falar sobre si para as pessoas que vão acompanhar daqui pra frente. O que gostariam que ficasse gravado no rádio e fosse ouvido daqui a 50 anos, por exemplo? Assim, os rostos pensativos mostravam que estavam começando a entender um pouco sobre o poder do rádio e sobre como ele tem o poder de guardar histórias para sempre.

Na hora da gravação, microfone na mão, fone na orelha, olhos mais atentos. Alguns retomam o roteiro criado nos grupinhos para saber depois de quem iriam falar. Houve até quem escrevesse uma cola na mão para não esquecer sua própria apresentação quando chegasse sua vez.

Nas considerações finais, quando perguntados sobre como foi a primeira experiência, alguns comentários chamaram a nossa atenção:

” A gente achava que as pessoas dos outros grupos iam zoar a gente, mas não…”

” Foi legal que a gente fez junto ”

” Não gostei daquilo que você falou porque a gente não tinha planejado. ”

Questões como essas, levantadas já num primeiro dia mostram que fazer rádio de forma coletiva como estamos propondo não é só ir ao estúdio e falar ao microfone.

Esse exercício permite pensar um pouco sobre as relações entre quem produz comunicação e possibilita a cada um pensar mais sobre o que vai dizer.

Ao final, ficou no ar um gostinho bom de “quero voltar na próxima vez, porque foi bem legal estar aqui! ”, primeiro passo para começarmos a tratar de meio ambiente…

Ouça o programa dos 4 grupos do SESC Santo André

 

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