Roteiro de um diário

Saída de São Paulo

Madrugada de quarta-feira, 20 de junho de 2012, 4:00 horas da manhã. Lá fora estava chovendo. Foi assim que começou a ida à Rio +20, saindo de São Paulo, pensando em tudo o que iria ser dito e principalmente ouvido por lá.

No ônibus, alguns do grupo iam dormindo, outros ouvindo música, mas havia aqueles que iam em ritmo frenético devorando jornais, sites e  revistas, mas todos, com certeza, com grande vontade de saber logo o que estava por vir.

No outro dia… a Cúpula dos Povos

Aterro do Flamengo. Claúdia, a guia turística, empolgada, ia nos contando histórias da cidade maravilhosa.

Chegando… Após uma passarela, o primeiro portal, o MAM, a Rádio Cúpula dos Povos …Frio na barriga e muita curiosidade. Grandes descobertas pela frente…

Diversidade – marca da Cúpula

Entrando num mundo em que se encontrava a Cúpula, percebe-se uma grande diversidade. Não era igual a uma feira de livro. Estava organizada de uma maneira diferente, onde era possível estudar e conhecer coisas novas, de um jeito diferente.

Logo surge Jurema, um segmento do Candomblé: a primeira entrevista do grupo.

Mais um pouquinho de caminhada e uma dança da tribo pataxó, motivo para mais uma entrevista para o primeiro programa.

 

Segundo dia: “caçando” para o segundo programa

Após apresentar o primeiro programa de rádio, a missão de todos era dar continuidade a um assunto, aprofundar-se em uma ideia.

Um grupinho “mergulhou de cabeça no rio” dos índios: as cores, as formas, o ritmo, tudo encantou os três caçadores de respostas e os inspirou uma corrida por todo espaço da Cúpula.

Após vinte e cinco minutos de caminhada, chegaram ao ponto onde encontrariam seus entrevistados. Na primeira tentativa, se depararam com uma senhora que não desejou ser entrevistada.  Após um não, encontraram um sim: Patchá, a índia que aceitando o convite, contou um pouco do seu cotidiano, do seu trabalho, dos seus filhos que estudam fora da aldeia e de sua tribo, os Funiô.

Em seguida, um pouco mais `a frente, avistaram um índio forte, Tumí,  da tribo Ialapití, situada na reserva do Xingu,  no Mato Grosso.

Tumí, contou sobre seu dia-a-dia. Ele acorda `as 4:00 da manhã, passa óleo de pequí sobre o corpo para se aquecer,  caça, pesca, vai para a roça plantar mandioca, luta 2 horas por dia o ruca-ruca (algo parecido com o jiu-jitsu, como ele diz).

Ele conta também que lá não existe essa “tal de energia”, se referindo `a energia elétrica…falou que a cultura de seu povo se aprende em casa, diferente da cultura dos brancos que se aprende na escola. Explicou também que o pajé é o curandeiro, e que o cacique é quem comanda a tribo, que homens e mulheres trabalham na roça…

Foi assim, olhando, conversando, que o grupo descobriu muita coisa que não sabia e fez ótimas entrevistas para o segundo programa.

Mayara Amaral

1 Comentário

  1. Fabinho
    15/07/2012

    Lindona, demais o texto.

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