Ótimas entrevistas no último programa ao vivo

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Logo depois do almoço, na sala de uma das casas do SESC Bertioga, o grupo de onze adolescentes, com os mediadores do Projeto Cala-boca já morreu, cuidavam de esconder o sono da siesta e se concentrar em organizar os últimos preparativos do programa ao vivo que entrou no ar meia hora depois.

O roteiro do programa contemplou dois blocos, um de entrevistas dos adolescentes entre eles para se conhecerem melhor, saber de seus planos, gostos e atividades que realizam; outro sobre a VI CIEAS, fazendo um balanço sobre o evento através de entrevistas com conferencistas e com o próprio grupo, do qual alguns integrantes acompanharam pela primeira vez um evento como esse.

Às 13 horas o grupo já estava organizado em roda, ao lado de um carrinho colorido com os equipamentos que colocam a transmissão no ar, no gramado central do SESC Bertioga. O primeiro bloco começou nervoso e aos poucos foi ganhando confiança. Surgiram gostos particulares, como o de leitura da Mylena, 15, curiosidades, como o fato de que Viviane, 17, moradora de Bertioga, é nascida em São Paulo, e também noções sobre a trajetória dos participantes, como o contato de Laúcia, 15, com o circo ou ainda a relação de Israel, 17, com a música.

O segundo bloco contou com dois participantes. Marcos Sorrentino, professor da USP, foi o primeiro entrevistado. Numa conversa muito bacana, contou sobre sua trajetória, o trabalho que apresentou na conferência e suas impressões sobre a educação ambiental no Brasil. As perguntas não foram simples, entre elas, surgiu a inquietação: se tanto SESC, quanto USP e escolas públicas regulares são bancadas por dinheiro público, por que os primeiros são tão bonitos e cheios de recursos e as escolas, tão sucateadas?

A segunda entrevista foi internacional. Noor Azlin, da Malásia, foi uma das pessoas que concebeu a Conferência em sua primeira edição. Com tradução simultânea feita por Mariana kz, 27, a conversa abordou a trajetória da conferencista, suas impressões acerca do tema do evento e também curiosidades sobre sua cultura, como o significado do lenço que ela usava a todo momento, cobrindo o cabelo. Ela contou sobre sua religião de maneira muito esclarecedora e se mostrou emocionada com o envolvimento dos jovens entrevistadores.

O programa chegou ao fim com um bate papo entre os adolescentes sobre suas impressões acerca do trabalho e participação na VI CIEAS. Da estrutura do evento à comida, teceram considerações sobre o que foi bom, o que não foi tão legal e o que poderia ser diferente.

O Projeto Rádio Ambiente 21 tem por objetivo possibilitar que jovens tenham espaço para refletir sobre questões ambientais e dizer o que sentem e pensam sobre essa temática através do rádio. São eles, coletivamente, que levantam os temas a serem discutidos nas produções e as executam, com acompanhamento dos mediadores do Projeto Cala-boca já morreu.

Em sua terceira edição, o Projeto caracterizou-se por um mergulho na VI Conferência. Formação no tema e nas linguagens do rádio e da fotografia deram início e permearam todo o trabalho de cobertura. O grupo de onze adolescentes chegou a uma sintonia muito bacana, que ficou aparente nos programas que realizaram juntos.

1 Comentário

  1. Denise Baena
    25/05/2014

    Belo trabalho da equipe! Parabéns e sorte nos próximos encontros.

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